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Documentário Efeito Casimiro

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Efeito Casimiro retrata o dia 08 de março de 1980, 05h20min da manhã: 10.000 pessoas permanecem em silêncio olhando para o céu à espera de um disco voador vindo de Júpiter.

Não se sabe como Edilcio Barbosa conseguiu, mas o até então desconhecido cidadão reuniu mais de dez mil pessoas para assistir à chegada de um disco voador em uma fazenda de Casimiro de Abreu, no interior do Estado do Rio.

Havia cerca de 300 policiais militares, além de socorristas e controladores de trânsito para dar apoio ao evento. A prefeitura local planejou uma recepção com pompa e circunstância para os alienígenas.

Edício Barbosa

No fim das contas, o disco voador não apareceu, é claro, e o cidadão que anunciou a chegada dos “jupiterianos” teve que sair escoltado do local, para evitar confusão

Edílcio Barbosa, o mensageiro de Júpiter, havia anunciado a missão extraterrena alguns meses antes e, misteriosamente, o fato ganhou proporções internacionais. Uma que mais parece de ficção científica aconteceu de fato no município de Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro.

A mídia cobriu amplamente o evento registrando a presença ostensiva do exército, toda estrutura montada pela prefeitura e a chegada de milhares de pessoas de diversas cidades do Brasil – e até do exterior – que transformaram o local em um Woodstock ufológico brasileiro.

Ainda assim, houve frustração quando o público se deu conta de que os alienígenas não chegariam. De acordo com a edição do GLOBO de 9 de março de 1980, Edilcio Barbosa saiu da fazenda dentro de um veículo da Polícia Militar, enquanto a multidão foi embora, enfrentando engarrafamentos quilométricos na BR-101.

Aquele foi um final melancólico para uma aventura que começou semanas antes, quando o autointitulado porta-voz dos extraterrestres apareceu em Casimiro de Abreu procurando o dono da fazenda Nossa Senhora da Conceição e o prefeito local, Celio Serzedas.

Ele insistia em dizer que uma nave de Júpiter pousaria na propriedade situada a quatro quilômetros do centro do município, no Norte Fluminense. A previsão ganhou adeptos e se constituiu uma Comissão de Recepção, formada por 30 pessoas. Um campo de pouso foi aberto dentro da fazenda, com proteção garantida pela PM. Ficou determinado que o público e a imprensa não poderiam chegar a menos de 300 metros do local da aterrizagem.

A distância tinha explicação cientifica, segundo informou Manoel Cirne Rocha, integrante da Comissão de Recepção. De acordo com ele, a radiação emitida pela nave, que teria 60 metros de diâmetro e 38 metros de altura, “velaria os filmes de fotógrafos e cinegraflstas a menos de 300 metros”.

Perto do campo de pouso, só ficariam os membros da comissão e alguns convidados credenciados. O prefeito Célio Serzedas providenciou uma coleção de enciclopédias para presentear a tripulação. O professor Neves Gurgel compôs até um hino-saudação, que dizia: “Vem do Alto o caminho que faz/ Do Cosmos a substância e a luz/ Do planeta do Bem e da paz/Pra ventura a todos conduz”

Todos os órgãos públicos do município tinham sido mobilizados para que tudo saísse bem: o Hospital Nogueira de Souza ficou de prontidão; uma da Defesa Civil do Estado acompanhou os acontecimentos; e a companhia telefônica (a antiga Telerj) instalou até um “orelhão” junto ao “campo de pouso”..

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